quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Estava-se mesmo a ver

Ideia genial da semana: Leonor decide que quer fazer chichi em pé como os meninos e concretiza...

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

(Des)Conversas

Alexandre, diz "so-pa".
Nã.
Vá, SO-PA!
Nã!!
Diz BA-TA-TA.
NÃÃ!
Diz XAN-DE.
NÃÃÃÃÃÃ!!!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

17 meses

Quase ano e meio. O meu Alex, destemido e malandro, já conquistou definitivamente o seu espaço. É teimoso (digo sempre isto), dono do seu nariz. Lampeiro com a mão, anda em fase de domesticação. É carinhoso quando quer. Não vive sem a nana dele, mas não lhe dá os beijos e abraços que ela quer. Mas imita-a no disparate logo logo. Faz tudo o que a irmã nunca pensou fazer, abre os armários todos, mexe em tudo. Arruma legos em todos os recantos da casa, espalha tampas de caixas. Aceita o castigo sem grandes discussões, mas também com uma altivez impressionante. É curioso como a Leonor ainda hoje tem dificuldade em encarar-nos, olhos nos olhos, quando faz disparate e como ele nos encara, sem qualquer dificuldade.
Fala pouco, mas faz-se entender na perfeição. É impressionante.
Começou a dar alguma atenção agora aos livros, que vai gerindo como brinquedo favorito, entre legos e a cozinhita deles. Mas ainda não tem pachorra para ouvir histórias.
Fã de música, muito. Dança muito, a propósito de qualquer sonzito.
Corre muito. Anda sempre a correr em todo o lado.

Está grande, malandro, lindo. Maroto como só os segundos sabem ser (não fosse eu uma também).

domingo, 8 de Novembro de 2009

Carnaval

A Leonor há meses que escolheu que quer ir vestida de Branca de Neve no Carnaval do próximo ano. Mas, para que a coisa seja linda de morrer, agora inventou que o irmão há-de ir vestido de anão...

sábado, 7 de Novembro de 2009

Negociações

Mãe, o que é isso aí?
É um agrafador.
Para que serve?
Serve para juntar as folhas... Mas nem tu nem o mano podem mexer nele, ok?
Faz sangue?
Faz e dói muito.
Mas eu tenho cuidado.
Não!
Quando é que posso mexer? Quando tiver 5?
Não, quando tiveres 8.
8??????? (ar de stress)
Vá, quando tiveres 5.
Eh eh! Quero um pequeno. E amarelo.

Coisas deles

Tenho-me esquecido de registar coisas giras deles, aos meus olhos claro. Muitas, pequeninas, que me fazem deliciar...

O Alex, quando finjo que vou correr atrás dele, vem direito a mim, para eu o segurar no ar e encher de beijos.

A Leonor e ele divertem-se a brincar com a barriga dela, a fazer cócegas. Riem-se muito, os dois.

A Leonor acha que o Alex é filho dela. Chama-o imensas vezes de filho e trata-o de uma maneira tão (excessivamente) maternal que às vezes tenho de lhe pôr travão.

O Alex dança muito, adora dançar. Há dias quando o fui buscar à escola nem me ligou nenhuma, por estar na dançariquice.

Quando começaram as aulas na escola, no 1.º dia, a mãe de um coleguinha da Leonor, a tentar incentivá-los a brincar juntos, diz à minha e ao dela para irem brincar numa cozinha que têm lá na sala. Diz a senhora, na sua boa vontade: "Um cozinha, o outro lava a louça". Resposta da minha: "Mas esta cozinha não tem máquina!!"...

O Alex agora quer pintar, como a irmã. A Leonor adora desenhar, anda sempre a pintar e ele, como já vem sendo hábito, toca a imitá-la. O problema é que aquela alma não se contenta com lápis, quer mesmo canetas para pintar... Daí até ao disparate é um sopro...

Alter ego

A Leonor tem uma amiga imaginária. Nem é bem uma amiga imaginária, é sobretudo um alter ego. É uma menina, de que já falei e que tem nome de um desenho animado que a miúda nem vê, mas é mesmo assim: é a Ursa Teresa. É o nome dela, atenção, porque não é uma ursa, é uma menina.
A Ursa Teresa anda na escola da Leonor (para além de ser também trabalhadora no mesmo sítio que a Leonor), mas anda na sala dos 4 anos e por isso é que nós não a vemos.
Ela já teve muitas idades: 4, 10 e 61, sobretudo (isto dito com os dedos, quando toca ao 61). Agora anda mais estável pelos 4.
Tem um carro enoooooooooorme, encarnado.
Partiu uma perna, coitada.
E, imagine-se, hoje apareceram-lhe olhos e boca numa das pernas. Muito estranho.

A Ursa Teresa gosta de comer tudo aquilo que a Leonor não gosta.
Quase todos os dias há novidades sobre ela e eu tenho pena de me esquecer de as registar... São sempre muito divertidas.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

...

Como (quase) todas as pessoas, quando os meus filhos nasceram, as minhas prioridades na vida deram uma volta de 180º. Foi uma revolução, feliz e consentida, que não me trouxe qualquer dissabor assumir.
Prescindi de muito, mas isso nunca me afectou e o que recebo em troca é sem dúvida e incomensuravelmente superior àquilo que perdi. Se calhar por isso nunca fiquei demasiado aborrecida por estar meses e meses sem sair à noite ou ter adiado sine die algumas viagens... Tudo a seu tempo, no stress...

No meio de toda aquela revolução, onde notei mais as mudanças foi ao nível do trabalho. Porque eles passaram a ser a minha prioridade e, sem nunca ter feito ou entregue um trabalho em que não me revisse, percebi que podia gerir o tempo, maximizá-lo, de maneira a poder estar o maior tempo possível com eles. E assim foi, ao longo de 3 anos.
Volvidos esses 3 anos, e porque, por razões que aqui nem interessam, sentia que a minha carreira tinha de ter novo rumo, dei uma volta de 180º, agora no trabalho. Eu sabia que essa volta, passando por uma fase inicial de trabalho extremamente intenso, ia implicar mudanças drásticas na nossa rotina, a começar por coisas simples, como não poder levá-los à escola pela manhã.
E se as coisas nas primeiras iam correndo razoavelmente, agora estamos todos a "ressacar". Eu, exausta, questiono-me sobre a bondade ou a oportunidade da minha mudança profissional. Dou por mim a pensar que mais valia ser menos realizada profissionalmente e ter tempo para eles. Eles, sobretudo ela, começa-me a cobrar a antiga rotina. Eu prometo-lha, "para o ano, filha, para o ano", mas o tempo, aos 3 anos de idade, é um conceito demasiado longínquo. Eu sei que é passageiro, sei mesmo, mas também sei que ando com vontade de mandar tudo ao ar... Ando cansada e agora ando também triste. Triste e desiludida, por, sabendo que a prazo esta foi a melhor opção que eu podia ter tomado, estar a roubar-lhes a mãe mais do que devia. Faço tudo para lhes dar atenção, tendo desdobrar-me, mas há horários que não dependem de mim e é nisso que eles se estão a ressentir. Hoje sinto-me desanimada. Sei que, para me sentir completa, tenho de estar profissionalmente bem. Mas sei que eles são a minha prioridade, sempre serão. E tenho uma incapacidade atroz de lidar com estas dificuldades em conciliar tudo.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Imperdível

video

A eficácia dos castigos

Quando um vai para o castigo, o outro vai-se sentar ao lado a dar apoio moral (que é como quem diz, fazer companhia e brincar). Quer-me parecer que os castigos cá em casa vão deixar de ter utilidade...

Brincadeiras

A mais velha anda pela casa a tratar do mais novo, chamando-o de filho. Segundo ela, o pai e eu somos os primos...

sábado, 31 de Outubro de 2009

Gato escondido com o rabo de fora

O Alexandre passou por aqui


E por aqui...

Grandezas

A propósito de uma actividade onde iremos as duas e depois de a ter lembrado ao que íamos:
Ó mãe, o mano também vai?
Não, filha. Ele ainda não pode.
Porquê?
Ainda é pequenito e não ia parar quieto. Ali tem de estar sossegadinho, atento, senão os outros meninos iam ficar aborrecidos.
Mas, ó mãe, o mano já é tão grande...

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

A crescer

"Ó mãe, sabes, eu já sei tirar a camisola sozinha!"

E acabou de a despir aqui, sozinha, sozinha, e anda pela sala de mamocas ao léu, a exibir a nova capacidade...

Comer sozinho

O Alex faz birra para comer sozinho. Recusa-se a comer os sólidos se formos nós a dar. No fim de comer, enfia literalmente o prato na cara. Dá para imaginar o estado final do boneco...

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Refeições

Hoje jantámos só os 3, mãe e piscos. Um dos rebentos comeu tudo sozinho, o outro teve de ser sob ameaça... Qual seria?


(as refeições andam a ser uma tourada, até com o Alex, que eu achava que era uma boca santa... Até eu, que ando numa de zen no que toca a isso, tenho andado maluca com as fitas diárias. Hoje foi a folga...)

domingo, 25 de Outubro de 2009

Mais do mesmo

Reparo que a Leonor, depois de ter feito chichi, não se limpou. Perguntei-lhe: Então, filha, não te limpaste?
Resposta: Não é preciso, Mãe, eu sacudi!


Oh lord...

Decoração

 


By Leonor
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Tapete para o rato

 


Mãe, quando quiseres ir trabalhar, tens ali o teu rato guardado. E sabes o que está lá escrito? "Rato da Tâ-ni-a"
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Um clássico

 
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Manos em imagens - II

 
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Manos em imagens

 
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sábado, 24 de Outubro de 2009

Inglês

Estavam os dois sentados no chão do hall a brincar. A Leonor a ensinar o Alex a dizer qualquer coisa. Ouvia-se só: "Bo! Puuu!"

De repente, informa-me a Leonor: Mãe, estou a ensinar o mano a contar em inglês!

Ah, ok...

(escusado será dizer que a Leonor não sabe ainda contar em inglês, mas isso são pormenores)

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Mau feitio

O Alex anda com um mau feitio desgraçado. Anda ou tem, falta descobrir... Teimoso até à medula. E isto anda a pôr-me exausta. Tão exausta que nem me apetece escrever mais, fica só o queixume.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Lobo Mau

Hoje a Leonor veio mordida por um colega (um dos melhores amigos) e eu com a indicação, da parte da educadora, de que aquilo deve ter sido qualquer coisa que pouco a chateou a ela, dado que não se queixou e nenhum explicou o que se passara.

E lá vim eu no caminho, a sacar dela a saber o que se passara.
Resposta dela:
"- Ó mãe, estávamos a bincar. Eu era a pincheja e o P era o Lobo Mau e por isso mordeu-me..."...

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Predilecções

Do Alex:
Pentear-se, pentear-nos, tentar pôr ganchos da irmã... Uma mania incrível

Nicknames

Novos nicknames da Leonor para o Alexandre:
- Xindi
- Uiíu (e ela é a uiía)

sábado, 17 de Outubro de 2009

Girls power

A miúda está ali no chão a brincar com o pai, enquanto eu estudo. Ouço-a dizer ao pai:
"Como a mãe não está aqui, eu é que mando".

Constatações

Eu sabia que iria ser assim, mas confesso que não pensei que fosse tanto. A absorção profissional neste momento é muito muito intensa, sob pena de perder o comboio irremediavelmente. Não me posso dar ao luxo de abrandar o ritmo.
Conscientes do que se avizinhava, tomámos algumas opções "facilitadoras de vida", para as coisas serem mais praticáveis... Mas as emoções extravazam isso tudo.
E agora tenho quase diariamente uma filha que choraminga por tudo e por nada, um filho que não me larga as pernas e, pior, a quem eu sinto que não me consigo entregar completamente. Dedico-lhes algumas horas por dia, não prescindo delas, mas entre legos, livros ou bonecos, dou por mim a pensar em tudo o que tenho para fazer.

Foi uma opção, consciente, esta que tomei, em termos profissionais. E de que, até ao momento e apesar de toda a exaustão, não me arrependo.
Mas está-me a sair da pele e o esforço para que eles não se ressintam parece, em alguns dias, infrutífero... Tenho saudades dos programas a 4, que agora são quase sempre a 3, enquanto me enterro em livros e fotocópias...

Brincadeiras a dois

Qualquer musiquita põe os miúdos a dançar. Agora a dois. A Leonor já se queixou que o irmão precisa de crescer um bocado mais.